Márcio Humberto, que herdou do pai o gosto pelo radioamadorismo,
já tem no pequeno Renan, seu filho de 4 anos, um candidato a
sucessor.
Na sala repleta de aparelhos eletrônicos do pai, o menino já aponta
qual é o seu. Se Renan cultivar essa admiração pela radiotransmissão
pode chegar à pré-adolescência como John Diere Nogueira, 12 anos.
Ele mora em Mossoró e é um dos mais novos radioamadores do Estado.
John, que não tem amigos com o mesmo hobby, passou no exame
necessário para exercer a atividade (veja quadro) este ano.
Ele afirma que a motivação veio mais de um cursos de telegrafia
concluído há pouco tempo do que dos pais, que são radioamadores.
John explica que, como estuda, não passa mais de meia hora por dia
com o rádio - um hábito que ele conta não existir entre os amigos
de sua idade. No entanto, ele encoraja: ‘‘A prova não é difícil,
só nevorsismo atrapalha’’.
Mesmo nesse pequeno intervalo, John pode encontrar o faroleiro
aposentado Manoel Inácio de Loiola, 76 anos. Ele que sempre gostou
de rádio desde os tempos em que trabalhava - ‘‘Naquela época muitos
faróis não tinham sequer energia, funcionavam a gás e o rádio era
um instrumento primordial’’ -, mas fez o exame para radioamador
apenas quando aposentou-se, em 1986. Loiola, como é conhecido,
diz que além das excursões que os radioamadores organizam para
cidades distantes, gosta da facilidade em contactar pessoas
diferentes via rádio e já coleciona 600 cartões QSL.