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Arquivo Histórico do Radioamador Brasileirohttp://www.radioamador.org.bre-mail: ps7ahr@yahoo.com.br |
PY2AH, Iwan Temos Recebido, especialmente de radioamadores novos, grande quantidade de confirmações de comunicados que, à vista das convenções internacionais entre associações de Radioamadorismo, carecem de validade para quaisquer diplomas ou concursos. A falha mais frequente - e neste ponto pecam até cartões impressos pela própria LABRE - é a falta da expressão “2-way” (significando contato bilateral). Esta expressão deve constar de todas as cartolinas, e somente deve ser riscada na confirmação de cartões recebidos de radioescutas. A segunda falha mais frequente, e esta é sempre culpa do próprio radioamador, é falta de assinatura. Um cartão sem assinatura não é outra coisa que um formulário preenchido por qualquer pessoa. Além destes requisitos, muitas vezes ignorados pelo radioamador novato, o cartão deve conter: a) indicativos de chamada da própria estação e da estação trabalhada; b) ano, mês, dia, hora e minuto do comunicado (se possível, em hora UTC, especialmente quando a estação trabalhada for de outro fuso horário); c) faixa trabalhada (não é necessário indicar a frequencia exata: basta a faixa); d) tipo de emissão utilizada (esta pode ser indicada em forma popular, como AM, FM, SSB, CW, etc., ou em simbologia apropriada, como 6A3, 16F3, 3A3J, A1, etc.). e) características do sinal recebido (escala RST). Se qualquer dos dados acima faltar em seu cartão, escreva-o à mão, a fim de não deixar o infeliz destinatário descobrir na hora de solicitar um diploma que o cartão recebido de sua estação está sem valor. E facultativo mencionar se você solicita o envio de radiocartão (PSE QSL) ou se agradece o radiocartão recebido (TNX QSL). Todavia, esta informação é útil para a outra estação saber se o cartão enviado chegou até você (N.R.1). Mais um lembre ao preencher o cartão: nunca indique o mês com número, a não ser que esteja identificado por colunas qual é o número que corresponde ao mês. Por exemplo: no Brasil, 5/6/1980 significa o dia 5 de junho de 1980, porém, nos Estados Unidos, o mesmo significa 6 de maio de 1980. Se o seu cartão não contiver colunas separadas para mês e dia, escreva o mês com letras como 5 JUN 1980, ou JUN, 5, 1980. Assim, evitará que o destinatário tenha que procurar em seu registro de comunicados em dois lugares diferentes (se ele se lembrar da duplicidade de sentido acima mencionada). Quanto ao indicativo de chamada de estação trabalhada, coloque-o em destaque, a fim de facilitar aos “bureaus” de QSL a classificação de seu cartão até o fim para descobrir a quem ele se destina. A boa prática é colocar a estação trabalhada em primeiro lugar. Escreva sempre com letras de fôrma bem legíveis e inconfundíveis, ou, se não for capaz, com máquina de escrever. Diferencie sempre o dígito zero (Ø) da letra O. Depois de preenchido o cartão, verifique mais uma vez se não há possibilidade de confusão (a Lei de Murphy* está em pleno vigor também nos “bureaus” QSL). Para aumentar a legibilidade e clareza das informações, você pode usar canetas com cores diferentes da cor de impressão. O tamanho da cartolina não deve exceder o tamanho-padrão do cartão- postal. Os “bureaus” enviam cartões em pacotes, e qualquer excesso de tamanho resulta forçosamente em amassamento. Além das informações obrigatórias, o radioamador pode fazer constar no radiocartão a descrição ou fotografia de seu “shack”, dados sobre sua família, informações sobre seus “hobbies”, suas atividades radioamadorísticas e pode fazer constar mensagens pessoais relacionadas com o contato realizado. O material e a forma do radiocartão podem exprimir idéias originais. Já recebemos radiocartões impressos em folha de madeira, em lâmina de acetato, por computador, simplesmente carimbado sobre papel e outro com gravura caseira. O que é importante não é quanto custou, mas a idéia original que ele contém. Cartões de produção individual são geralmente mais apreciados do que cartões produzidos em escala industrial. O QSL é o cartão de visita da estação e de seu operador. Procure criar impressão favorável e não deixe que, através dele, formem julgamentos desfavoráveis, devido a seu texto e preenchimento incompletos e/ou incorretos. N.R.1 - Observa-se frequentemente o uso incorreto dessa informação: muitos radioamadores marcam ambas as quadrículas (PSE e TNX), quando apenas uma delas deve ser assinalada, conforme dito pelo autor. (*) De acordo com a Lei de Murphy, quando alguma coisa pode sair errada, ela não deixará de sair errada. FONTE: Revista Eletrônica Popular, junho/1980, pags. 73/74. |