inmetroA LABRE, através do seu grupo de Gestão e Defesa Espectral, participou no início de junho de 2015 da Consulta Pública n. 240 do Inmetro, sobre revisão dos Requisitos da Avaliação da Conformidade para Sistemas de Equipamentos para Energia Fotovoltaica (Módulo, Controlador de Carga, Inversor e Bateria).

Embora a consulta não versasse sobre compatibilidade eletromagnética (EMC), a LABRE se posicionou sobre a necessidade do Brasil adotar os quesitos e normas de EMC para coibir as rádios interferências provindas desses produtos.

Na contribuição a associação especificou que “a geração fotovoltaica usa necessariamente inversores eletrônicos para a conversão da energia elétrica em corrente contínua fornecida pelos painéis fotovoltaicos para a forma senoidal das redes de alimentação normal. Esta conversão é realizada nos inversores modernos através de chaveamento rápido de tensão e corrente (PWM) por ser uma forma eficiente e compacta. Quanto mais rápido o chaveamento, menores as perdas e maior a eficiência. Entretanto, a velocidade do chaveamento e a potência envolvida na conversão são fatores diretamente proporcionais à capacidade de emissão de energia eletromagnética espúria em largo espectro, podendo resultar em poluição eletromagnética e consequente interferência sobre serviços de radiocomunicações”.

A LABRE ponderou que “há todo um arcabouço normativo e legislativo internacional e regional que inclui a proteção contra este tipo de interferência, garantindo a compatibilidade eletromagnética (CEM/EMC) entre todos os sistemas eletroeletrônicos para a confiabilidade operativa dos mesmos”.

O grupo de Gestão e Defesa Espectral da LABRE considerou ainda que “a não adoção de normas de CEM (emissividade) que limitem a emissão de energia eletromagnética espúria dos inversores de potência ou qualquer outro dispositivo do sistema fotovoltaico (como controladores de carga de baterias) pode sujeitar o país a produtos mal projetados (…) sem as necessárias blindagens e filtros supressores (…) Tal fato coloca em risco a qualidade dos serviços de radiocomunicações ou mesmo a segurança operativa de sistemas eletrônicos vizinhos ao local de instalação, que poderá ser disseminado aos milhões pelo território nacional”.

A posição da LABRE repercutiu positivamente no Inmetro. A Comissão Técnica n.08, integrada por vários engenheiros especializados relacionados a laboratórios de eletrônica, também contribuiu com a Consulta Pública. O mesmo se sucedeu com a Associação Brasileira de Avaliação da Conformidade (ABRAC), que também dispõe de grupo de trabalho voltado a EMC.

No mesmo mês a IARU, União Internacional de Radioamadores, após um trabalho de vários anos do seu GT de EMC, conseguiu aprovação na IEC, Comissão Eletrotécnica Internacional, de uma versão atualizada da norma CISPR-11 (Equipamentos Industriais, Científicos e Médicos. Características de Distúrbios em Rádio Frequência. Limites e Métodos de Medição) adequada para dispositivos eletrônicos como os inversores de energia solar. Esta atualização normativa foi anteriormente noticiada pela LABRE/GDE através deste link: http://www.radioamadores.org/news/news-2015/news-2015-15.htm

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Fonte: LABRE/GDE

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