Todos já devem ter ouvido falar em horário GMT ou UTC, e a importância de termos em nossas estações um relógio acertado precisamente.

Podemos medir o tempo com muita precisão, entretanto, não podemos defini-lo.

Na vida cotidiana, sabemos que o tempo mede a duração de eventos e determina a passagem da História. Os cientistas chamam estes dois de eventos de época e intervalo.  Sabemos que o tempo passa de segundo a segundo, formando minutos, horas e dias, que sua vez, formam semanas, meses anos, séculos milênios. Outrora, o segundo era de 1/60 avos do minuto, que era 1/60 avos da hora, que era 1/24 avos o dia.

Aquilo era bastante impreciso devido à variação do dia provocado por mudanças sutis na rotação da terra. A ciência moderna necessitava de medidas mais precisas.

Em 1956, na Conferência Internacional de Pesos e Medidas definiu-se o segundo efêmero como 1/31.556.925.974 avos do tempo que a terra necessitou para dar uma volta completa ao redor do sol, começando as 12 horas de 04 de janeiro de 1.900. Isto valeu até que a 13ª Conferência Geral de Pesos e Medidas, em 1967, definiu o segundo pelo numero de vezes que um átomo de Césio-133 oscila durante um segundo efêmero, o que perfaz o número de 9.192.631.770 oscilações.

Havia necessidade de um Tempo Padrão para orientar a navegação. No ano de 1675, o rei Charles II, da Inglaterra, ordenou a construção de um observatório Real na localidade de Greenwich, perto de Londres (que hoje é um subúrbio de Londres). A primeira meta dos astrônomos reais era achar, nos astros, um método confiável para determinar longitude.

Isso levou alguns anos, e até que o Observatório Real de Greenwich publicou o seu primeiro almanaque Náutico predizendo as posições da Lua e dos astros, todas as noites do ano, sobre Greenwich. Agora os navegantes tinham condições de olhar para o céu e, ao compararem as predições de Greenwich para aquele dia, calcula a distância, ao leste ou oeste do Meridiano de Greenwich. O Almanaque Náutico estabeleceu Greenwich com centro mundial para o horário.

Com a introdução da telegrafia, o horário de Greenwich era transmitido para estações de estrada de ferro na Inglaterra e Europa, em intervalos regulares. O GMT (Greenwich Mean Time – Horário Médio de Greenwich), foi o padrão mundial para o horário durante apenas 40 anos.  Até 1925, o dia GMT começou ao meio dia, e não a meia-noite, porque o tempo foi determinado pela posição do sol ao meio-dia.

Em 1925, a UT (Universal Time – Horário Universal). Em 1971, a CCIR ( Consolide Comitê on International Radio) recomendou substituir GMT por UTC (Universal Time Greenwich – Horário Universal Coordenador). Em 1982, a ITU – International Telecomunicações Union, estabeleceu oficialmente, o UTC. O UTC é coordenado pelo BIH – Bureau International de I’Heure, com sede em Paris, França, a partir de uns 150 relógios atômicos em observatórios no inteiro. A leitura é coordenada e transformada em UTC (Horário Universal Coordenado). Todos os serviços de horários são obrigados a conservar os seus horários dentro de l(um) milésimo de segundo na escala de horário UTC. As estações WWV estão com uma precisão de um microssegundo (milionésimos de segundo) do UTC. Você pode acompanhar e acertar seu relógios nas freqüências de 5.000, 10.000, 15.000 e 20.000 KHz.

Para evitar confusões, os horários nas telecomunicações, na navegação aérea e marítima e em muitos outros serviços, inclusive no radioamadorismo, são baseados em UTC. Não é recomendado que um radioamador anote em seu Log ou nos cartões QSL, horário local. Como existem fusos horários, horários de temporada(verão), etc… não devemos nos orientar pelo horário local, especialmente nas comunicações DX. Se você mandar um cartão QSL para um amigo, em outra parte do Brasil ou até mesmo no exterior, com horário local, o cartão pode perder a validade pois o nosso horário é diferente de outros.

É fundamental que tenhamos em nosso schack um relógio com horário UTC ou seja, horário de Brasília + 3 horas (Brasília + 2 horas quando é adotado o horário de verão) e nos acostumemos a ele.


 

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