Polarização vertical ou horizontal ?

Jose M. Valdes R. YV5LIX” (SK)
YV5LIX faleceu em 20 de abril de 2006 em plena expedição de YXØA. Em sua homenagem o grupo continuou a operação com o indicativo YXØLIX. Fica para nós a lição de um profundo conhecedor da arte do radioamadorismo, principalmente do VHF.

Para trabalhar em VHF a grandes distancias se recomenda usar polarização horizontal, isto devido a que os sinais  são predominantemente débeis, o que em consequência faz que a relação sinal  ruído (S/N ratio) seja um fator determinante para conseguir êxito.

Há duas considerações principais pelas quais se prefere a polarização horizontal:

1.- as antenas em horizontal apresentam um nível de ruído mais baixo que as verticais, o que consequentemente melhora a relação sinal ruído.

2.- as antenas na horizontal apresentam um maior ganho que as antenas na vertical; tomemos como exemplo uma antena Yagi-Uda otimizada para 144.300 MHz de 9 elementos com boom de 6 metros e instalada a 6 metros de altura (aproximadamente 3 comprimentos de onda) sobre o plano de terra, a dita antena nos apresenta as seguintes Características:

Polarização vertical:
Ângulo de abertura 37 graus Máxima ganho 15.83 dBd a 4 graus de elevação F/C (Frente / Costas) : 22.86 dB
Polarização horizontal:

Ângulo de abertura 34 graus Máximo ganho 17.69 dBd a 4 graus de elevação F/C (Frente / Costas): 22.93 dB

Como podemos observar na polarização horizontal obtivemos 1.86 dB a mais de ganho sobre a polarização vertical, adicionalmente o ângulo de abertura é 3 graus mais estreito, o que significa que a antena recebe menos “QRM” lateral, estas duas características são suficientes para fazer a diferença entre copiar e não copiar uma estação fraca, ou entre ser o não copiado,  não esquecendo que cada 3 dB teremos o dobro do sinal e que isto se aplica tanto em recepção como em transmissão.

Este ganho adicional é devida ao que se conhece como “efeito solo” ou nos meios do VHF como “ground gain” e é causado pela chamada “antena imagem” que não é outra coisa que o sinal que é refletido pelo plano terra o qual é de maior intensidade na horizontal que na vertical.

Com uma antena como a acima descrita eu realizei contatos via TEP com estações LU, CX y ZP em 144.300 a distancias de até mais de 5400 Km, estes contatos foram documentados pelo colega Gabriel, EA6VQ .Neste mesmo site: www.vhfdx.net Você poderá encontrar mais informações sobre o trabalho de sinais fracos em VHF.

Em relação à modalidade, na teoria em qualquer modo, AM, FM, CW ou SSB, é possível realizar contatos troposféricos em VHF, porém os modos mais recomendados são o CW ou o SSB, isto devido a que FM é por natureza “ruidoso”, o que dificulta  receber sinais fracos. Desde alguns anos se está sendo utilizado cada vez mais o programa WSJT, que oferece uns modos digitais que permitem receber sinais de até 10 dB mais fracos (-10 dB) que os que se podem receber em CW e se usa principalmente em Meteor Scatter, EME e Troposcatter em frequências superiores a 50 Mhz.
Para mais informações visite o link:  http://pulsar.princeton.edu/~joe/K1JT/ .

73/DX José M. Valdés R. (Joe) YV5LIX  (SK)

YV5LIX faleceu em 20 de abril de 2006 em plena expedição de YXØA. Em sua homenagem o grupo continuou a operação com o indicativo YXØLIX. Fica para nós a lição de um profundo conhecedor da arte do radioamadorismo, principalmente do VHF.

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